Hipnoterapia infantil na mudança de hábitos indesejáveis

Como hipnoterapeuta irei com a criança encontrar no subconsciente o desequilíbrio emocional que provoca o hábito não saudável para estabelecer uma nova programação mais favorável ao seu desenvolvimento. A hipnoterapia é bastante objetiva e os resultados são significativos e rápidos, normalmente entre 1 e 3 sessões.

Hipnoterapia na hiperatividade infantil

Como hipnoterapeuta busco tratar no subconsciente a emoção ligada ao sintoma, proporcionando maior compreensão possibilitando um equilíbrio emocional, estabelecendo uma nova programação favorável. A terapia é muito objetiva com resultados significativos e rápidos, normalmente entre 1 e 3 sessões.

A Hipnose no auxilio do alívio da dor

Bruno Tricarico conta que viu na hipnose uma ferramenta muito poderosa para os seus tratamentos “em 2007, fui aos Estados Unidos e lá me tornei o primeiro brasileiro formado na OMNI (uma das escolas mais prestigiadas de hipnose do mundo).”

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Hipnose é usada em Brasília como aliada em Tratamento Dental

Técnicas ajudam no controle da dor e podem até descartar necessidade de anestesia. Assunto é tema de palestra em faculdade do DF nesta segunda

Bruno Tricarico durante atendimento odontológico

Um dentista de Brasília se especializou em incorporar técnicas de hipnose no tratamento dos pacientes. Em vez de sugerir que comam cebola pensando que é uma maçã, por exemplo, Bruno Tricarico consegue ajudar no controle da dor e inclusive descartar a necessidade de anestesia. O assunto é tema de uma palestra dele nesta segunda-feira (3) na Faculdade Icesp.

Segundo ele, o uso da hipnose por profissionais de saúde só traz benefícios. “É entender melhor como a nossa mente funciona, para conseguir se comunicar melhor. É fazer a pessoa passar melhor pelo procedimento e pelo tratamento, deixando mais simples, sem trauma, e com uma recuperação muito mais tranquila.”

Tricarico diz que começou a se interessar por hipnose durante uma greve enquanto era aluno de graduação da Universidade de Brasília (UnB). “Começou por curiosidade. Em 2005, fiz meu primeiro curso teórico. Aí em 2007, fui aos Estados Unidos e me tornei o primeiro brasileiro formado na Omni [uma das escolas mais prestigiadas de hipnose do mundo].”

O hobby passou a ganhar proporções maiores. “Quando comecei a estudar, pude ver tudo o que a hipnose podia proporcionar. Vi que podia fazer muito mais do que aquilo que a gente vê de engraçado ou curioso feito por aí.”

“A hipnose permite controle de dor, estanca sangramento, ajuda a resolver depressão, traumas e fobias.”

O dentista explica que a grande maioria dos pacientes têm boa resposta. Uma etapa que ele conta ser essencial é de uma conversa prévia alertando sobre o poder do subconsciente, a fim de tirar qualquer medo ou preconceito envolvendo a hipnose.

“Em 2007, a convite de um professor, fiz minha primeira cirurgia só com hipnose ainda na faculdade, sem recorrer a anestesia. O paciente não sentiu nenhuma dor”, relembra. “Era uma época em que não tinha muita bibliografia em português. Tive que buscar muitos livros e vídeos em inglês. A partir daí, consegui também aliar muita coisa do que eu tinha vivenciado.”

Ele também cita um outro episódio em que precisou usar a hipnose. “O dente de um menino tinha nascido errado e precisamos extrair. Aplicamos a anestesia, mas ele continuava tenso. Consegui fazer ele enxergar um Scooby-Doo. Enquanto o personagem estivesse lá, ele não sentiria dor. Daí, enquanto eu fazia força pra tirar o dente, ele estava lá tranquilo e rindo.”

Para Tricarico, profissionais de saúde perdem muito em descartar a possibilidade de usar técnicas hipnóticas no dia a dia, sem necessariamente ter de colocar pacientes em transe. Segundo ele, quem atua na área já tem bastante influência sobre as pessoas atendidas. Por isso, o hipnólogo entende que é fundamental saber usar as palavras certas.

“Uma vez, fazendo um atendimento a convite na rede pública, fiz hipnose para uma criança queimada conseguir tomar banho. É um procedimento doloroso porque tem que tirar toda a pele superficial. Eu fiz ele enxergar um personagem na luva que dava força para ele não sentir dor. Só que a enfermeira acabou usando um termo que anulou tudo e ele começou a chorar de novo.”

“Isso muda relamente a resposta das pessoas. Os profisisonais da saúde perdem hoje uma ferramenta que é fantastica pra ajudar na recuperação das pessoas.”

O hipnólogo Bruno Tricarico durante apresentação

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Transtorno de Ansiedade e Algumas Características

Muitas vezes estes sentimentos vem acompanhado de fobia de falar em público, pânico, transtorno de ansiedade entre outros.

Ansiedade, terminologia geral usada para caracterizar várias doenças que têm sintomas comuns, nervosismo, medo e preocupação acima da média e que afetam diretamente a maneira como as pessoas vivem e se relacionam, podendo ter manifestações mentais e físicas.

A ansiedade normalmente começa nos pensamentos, mas, como você irá observar, também pode se refletir nos sintomas físicos. Saiba um pouco mais!

Medo de falar em público – Em geral as pessoas sentem ao menos um frio na barriga antes de se colocar no centro da atenção. Agora, se esse medo é fora dos padrões normais e exige um esforço grandioso, quase insuperável para se controlar, pode ser um sinal de Transtorno de Ansiedade.

Se você sofre com ansiedade social e fica excessivamente preocupado muito tempo antes de uma apresentação, pode ficar de olho nos outros sintomas. O frio na barriga pode ser comum, mas ficar profundamente preocupado pode ser torturador.

  • Insegurança - Sintoma comum entre a maioria das pessoas que pode assumir um perfil mais descontrolado no caso do Transtorno de Ansiedade, mesmo nas situações mais comuns e rotineiras da vida. Preocupação com julgamento social, constante necessidade em ser aceito… algumas vezes o desconforto é tão forte que acaba sendo refletido fisicamente, com tremores e suor excessivo.
  • Preocupação excessiva - A pessoa acaba se preocupando muito com as coisas do dia a dia, se um contrato vai dar certo, se o jantar será bom... Sejam grandes ou pequenas a preocupação estará lá. Os pensamentos ansiosos acabam afligindo e tomando conta da pessoa todos os dias da semana, interferindo nas atividades rotineiras e até na sensação de bem-estar.
  • Perfeccionismo - A auto exigência de acertar sempre acaba colocando a pessoa em uma situação de constante julgamento, o que causa muita ansiedade com os possíveis erros. O simples sinal de que as coisas podem sair um pouco do eixo acaba deixando a pessoa ansiosa e até um pouco descontrolada.
  • Medos irracionais - Cada pessoa tem os seus medos, no caso do Transtorno de Ansiedade o medo age de maneira peculiar, num perfil não generalizado, mas se refere a alguma coisa ou tipo de situação. É comum encontrar pessoas ansiosas com medos de avião, multidões e relacionamentos, por exemplo.
  • Pânico - Cada vez mais comuns, ataques de Pânico podem ser uma verdadeira tortura. A pessoa se percebe envolvida por uma sensação forte de medo, de impotência, comprometendo a respiração, os batimentos cardíacos e pode ainda apresentar tonturas, dores no peito e outros sintomas. Nem todo mundo que tem ataques de pânico tem um Transtorno de Ansiedade como consequência direta, mas podem estar fortemente relacionados.
  • Tensão muscular - Acompanhada de apertos da mandíbula, dos punhos ou, ainda, flexionando os músculos. Os sintomas da Tensão Muscular podem ser tão repetitivo e frequentes que a pessoa não mais percebe que toma esse tipo de postura em algumas situações. Para conviver com maior naturalidade você pode adotar a prática de exercícios regulares para manter a situação sob controle.
  • Problemas para dormir - A dificuldade em pegar no sono ou em ter uma noite de sono contínuo pode ser evidência do Transtorno de Ansiedade. A motivação para a dificuldade pode ser um fator específico, relacionado ao dinheiro, ou até a preocupação com nenhum ponto particular ou específico. Ficar acordado com frequência, agitado e muito preocupado com alguns problemas antes de dormir, pode ser ansiedade.
  • Indigestão crônica - Problemas digestivos crônicos, em que a pessoa apresenta a Síndrome do Intestino Irritável, onde a pessoa ansiosa tem dores de estômago, cólica, gases, diarreia ou constipação. O intestino é uma parte do organismo muito sensível ao estresse e pode sentir os sintomas da ansiedade com mais facilidade.

Hipnose no tratamento de Distúrbios Emocionais

A Hipnose promove um equilíbrio entre os estados consciente e inconsciente do indivíduo, ajudando-o a lidar melhor com emoções como medo, raiva, ciúme, entre outros.

Um grande benefício dessa técnica é a possibilidade de sair do piloto automático, ou seja, de ser comandado pelas emoções, e passar a ter controle sobre elas, decidindo quando usá-las ou não.

Alguns dos benefícios da Hipnose clínica:

  • Autoconhecimento | Se tem uma coisa que a Hipnose promove é o autoconhecimento do paciente. Por meio dela, eles se tornam conscientes dos seus problemas e das causas deles, fazendo com que seja possível o enfrentamento.
  • Riscos | Sem riscos reais ao paciente. O tratamento é direcionado ao inconsciente da pessoa, ou seja, não é uma técnica invasiva. Também é totalmente livre de medicamentos. Após avaliação preliminar da situação do paciente, o terapeuta saberá qual tratamento seguir. E, ao contrário do que algumas pessoas pensam, não há risco algum, pois a Hipnose é uma técnica segura, individualizada e conhecida pela sua mente que a pratica corriqueiramente.
  • Efeitos Colaterais | Sem efeitos colaterais. Ao se submeter ao tratamento, os pacientes não sofrem dores nem reações adversas. Qualquer um pode se submeter em qualquer hora do dia, seja antes do expediente ou entre uma atividade e outra.​
  • Contra Indicações | Sem contraindicações. Qualquer pessoa que esteja ao alcance da Hipnose pode se beneficiar do tratamento.

Porque fazer terapia com Hipnose?

Creio que os mitos e os preconceitos derivam da chamada Hipnose Circense ou de Palco. Me refiro a abordagem como vinha sendo utilizada na mídia, aquela que nos transmite a ideia de que vamos ficar totalmente a mercê do hipnotizador e fazer tudo o que ele quiser e isto na realidade não acontece pois quem está hipnotizado, em transe hipnótico, está totalmente consciente do que está acontecendo, ela está no comando e se permite experimentar as sugestões.

As terapias com hipnose são muito eficazes e normalmente por um período de tempo bem mais curto se comparado com as terapias convencionais.

Mas como funciona a terapia com hipnose? Através da hipnose, o terapeuta vai auxiliar o paciente a relaxar e, através deste relaxamento, acessar os seus próprios recursos internos, que estão arquivados no seu subconsciente para que ele mesmo, o paciente, possa resolver os seus problemas.

O alívio da dor é apenas um dentre os diversos usos para a Hipnose

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Tatuador do DF usa hipnose para anestesiar clientes

Técnica permite tattoos sem sangramento e melhor cicatrização, diz artista. Barulho da máquina com agulha serve como forma de aprofundar transe; vídeo mostra diferença entre sessões

André Lino usa hipnose para anestesiar clientes durante tatuagem no DF

Para quem vê de fora, a promessa de tatuagem sem dor parece propaganda enganosa. Mas, é o que garante o tatuador André Lino, de Taguatinga, no Distrito Federal. No estúdio dele, tinta e agulhas têm a mesma importância que as milenares técnicas de hipnose. São elas que permitem horas e horas de pele furada com o cliente sob “anestesia”.

Segundo o tatuador, a ferramenta da hipnose funciona com seis entre cada dez clientes – são os que têm mais capacidade de se “entregar” ao processo. Quando acontece o transe, os efeitos surpreendem. “É tão impressionante que a tatuagem não sangra, não fica irritada e a cicatrização é mais tranquila”, afirmou o profissional de 33 anos, nascido em Curitiba.

Tatuador há dez anos, André Lino começou a aliar hipnose à tatuagem em 2011. “Eu vi que vários clientes reclamavam de agulha e de ideias como tirar sangue ou ir ao dentista, em geral. Conheço até gente muito tatuada que desmaia ao ver agulha”, declarou.

“Então eu pensei que teria de resolver esse problema recorrente. O de como tatuar essa pessoa que vai sofrer com a dor e ainda pode se mexer o tempo todo e atrapalhar o desenho.”

Foi por meio de um mentor em Brasília que ocorreu o primeiro contato com esse universo, durante um curso de micropigmentação (maquiagem definitiva). “Esse professor tinha um conhecimento muito grande de holística e acupuntura. Ele me falava que era possível fazer amputação de membros só com agulhas em lugares estratégicos. E me disse que a hipnose tinha o mesmo efeito. Foi assim que comecei a procurar.”

André Lino usa hipnose para anestesiar clientes durante tatuagem no DF

Em transe
Autodidata, o tatuador foi atrás de livros e cursos sobre o assunto. Os primeiros “cobaias” foram os amigos. “A maioria das pessoas com quem você fala a palavra hipnose já vem com medo, não tem conhecimento. O que eu faço primeiro é deixá-las à vontade e explico como funciona, como o cérebro funciona.”

“Eu digo que o cérebro entende que a dor é importante para nos manter vivo. Mas o que eu faço é desligar aquela dor por um momento enquanto faço a tatuagem: a pessoa não precisa passar por aquela dor.”

A sessão de tatuagem em transe é oferecida como “um brinde”, sem custo adicional “Antes de começar o procedimento, eu percebo quando a pessoa está nervosa. Aí dou a ideia da hipnose e quase todas aceitam. Quando o cliente vai acompanhado, o outro fica vendo se tem algum estímulo. Não acreditam no que veem”, continuou.

O barulho quase irritante da máquina de tatuar não é impedimento para o cliente ficar imerso no próprio subconsciente. “Como eu trabalho com a maquininha sempre ligada, dou a sugestão de que aquele barulho vai relaxar cada vez mais”, revelou o tatuador — que desenha desde criança por influência dos pais, também artistas. Isso permite longas sessões de “agulhamento” com o mesmo efeito anestésico.

Uma das pessoas que experimentaram o conceito de tatuagem indolor no estúdio é a estudante Julianne Maryelle, de 25 anos. “Não tive medo de tentar. Durante, não senti dor nenhuma, apenas muito sono. Cheguei até a cochilar. Já tinha feito várias tatuagens, porém sempre senti muita dor. Assim que ele fez a hipnose, não senti nada”, descreveu.

Segundo Julianne, o restante da sessão seguiu como qualquer outra. “Fiquei feliz demais com o resultado. Eu não acreditava que daria certo, e deu. Foram horas e horas. E por incrível que pareça, não senti nada”, continuou a estudante. O vídeo abaixo compara o estado dela enquanto se manteve transe e um outro dia, em que ela foi tatuada da forma convencional (veja vídeo).

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Presente Hipnótico
“Eu nunca cobrei a mais pela hipnose. Para mim, é uma ferramenta que ajuda as pessoas. Consegui perceber que funciona para tudo. Vi que muitas pessoas com depressão ou ansiedade conseguem sair muito bem desse estado. Termino dando um ‘presente hipnótico’, até para o amigo que está só acompanhando”, retoma o tatuador.

Um dos momentos que relembra com maior carinho é quando fez a primeira tattoo de uma idosa de 67 anos: uma rosa nas costas. “Ela chegou dizendo: ‘Minha neta me contou que você faz tatuagem sem dor, mas morro de medo de agulha’. Desde pequena ela tinha vontade, mas tinha uma família muito rígida. E deu certo. Creio que se não fosse a hipnose, ela nunca teria tatuado.”

André Lino usa hipnose para anestesiar clientes durante tatuagem no DF

O mistério e a curiosidade que envolvem o assunto acabou ajudando a estabelecer a fama dele, pelo boca a boca. De acordo com o artista, no estúdio dele — baseado na Samdu Norte — aumenta cada vez mais a procura de pessoas que não têm intenção de fazer tatuagem alguma. O objetivo é outro: indo desde o interesse por emagrecer a deixar de vez o vício pelo cigarro.

O que André Lino pratica nos outros, também emprega com ele mesmo. “Já fiz duas tatuagens sob autohipnose com um amigo me tatuando. Não sei se dormi. Foi como se fosse um sonho lúcido. Só me lembro que tinha colocado o fone de ouvido com uma música bem relaxante.”

Com agenda cheia até o fim do ano, ele sintetiza em uma frase o que sente em relação à hipnose. “É algo que faz parte da minha, que mudou minha forma de viver e que também me permitiu mudar a vida de muitas pessoas.”

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A medicina aprova a Hipnose

A medicina com o avanço em exames e técnicas oficialmente aprova a HIPNOSE

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A medicina aprova a hipnose

Hospitais do Brasil e do Exterior usam o método no tratamento de sintomas de doenças como câncer, asma ou insônia

Os sintomas da tensão pré-menstrual levaram a promotora de eventos Luciene Costa, 40 anos, a buscar a ajuda do médico hipniatra Osmar Colás, da Universidade Federal de São Paulo.

Primeiro foi a acupuntura. Agora, é a vez de a hipnose ser finalmente reconhecida e adotada pela medicina. O método começa a figurar entre o arsenal de recursos oferecidos por instituições de renome no mundo todo. É usado, por exemplo, no Memorial Sloan- Kettering Cancer Center e no M. D. Anderson Cancer Center, dois dos mais importantes centros de tratamento e pesquisa da doença, para diminuir efeitos colaterais da quimioterapia, como a fadiga e a dor. Também é utilizada no Hospital de Liège, na Bélgica, como opção de analgesia. No Brasil não é diferente. Já faz parte da rotina de serviços de primeira grandeza como o Hospital A. C. Camargo, de São Paulo, especializado na luta contra o câncer, e ganhou espaço no Hospital das Clínicas de São Paulo (HC/SP), a instituição que serve de escola para os estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). As indicações também são amplas.

Só para citar algumas, além do câncer: dor crônica, transtorno do pânico, asma, tensão pré-menstrual, enxaqueca, analgesia em procedimentos dentários, alergias, problemas digestivos de fundo nervoso, fobias e insônia.

Esta entrada definitiva da hipnose pela porta da frente da medicina não ocorreu por acaso. O movimento está sustentado por uma gama de estudos comprovando sua eficácia nas mais variadas enfermidades. Um dos mais recentes foi conduzido na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e provou que o método pode ser usado com sucesso no diagnóstico de crianças com epilepsia. Os cientistas queriam saber se as oito participantes tinham mesmo crises da doença ou manifestavam os sintomas – muito parecidos com os provocados pela enfermidade – por causa de outros fatores, como stress profundo. Eles levaram as crianças a um estado hipnótico e as fizeram imaginar que estavam tendo uma crise. Enquanto isso, elas eram monitoradas por aparelhos de exame de imagem. Em todas, as áreas ativadas durante o transe não foram as tradicionalmente associadas à epilepsia. A conclusão foi a de que as crianças de fato não tinham a doença. Agora, os cientistas querem ensinar os pequenos a evitar as crises usando a hipnose.

Outro trabalho de resultado expressivo foi apresentado no congresso do Colégio Americano de Pneumologia, realizado no final do ano passado nos Estados Unidos. Coordenado por médicos do Massachusetts General Hospital, o estudo revelou que pacientes hospitalizados com doenças cardíacas submetidos a apenas uma sessão de hipnose tinham maiores chances de vencer a luta contra o tabagismo após seis meses do que aqueles que usavam adesivos para repor a nicotina. “Constatamos que a hipnoterapia está entre as melhores opções terapêuticas contra o cigarro”, afirmou Faysal Hasan, líder do trabalho. No Beth Israel Deaconess Medical Center e na Faculdade de Medicina de Harvard (EUA), pesquisadores constataram que a técnica tornou mais confortável e menos dolorosa a realização de biópsia de nódulos de mama. “A hipnose ajuda muito a diminuir o stress das mulheres que precisam passar por essa experiência”, disse Elvira Lang, professora de radiologia de Harvard. No Brasil, as pesquisas sobre os possíveis benefícios também começam a proliferar. Na Faculdade de Medicina da USP, campus de Ribeirão Preto, os médicos verificaram seu efeito como terapia auxiliar contra a dor de cabeça persistente. “Os resultados foram muito promissores. A hipnose pode ser um tratamento coadjuvante nesses casos”, afirma o neurologista José Geraldo Speciali, professor do departamento de neurologia da universidade.

Conclusões como essas estão motivando investigações mais profundas sobre os mecanismos pelos quais o método produz resultados. A explicação mais plausível obtida até agora é a de que a hipnose provoca modificações profundas no funcionamento do cérebro, alterações essas documentadas por exames de imagem precisos e sofisticados. Os achados derrubam por terra, de vez, a associação equivocada da técnica com algo místico, esotérico. Não é nada disso. Hoje, o conceito médico de hipnose é claro: trata-se de um estado alterado de consciência induzido por profissionais capacitados. Nesse estado, há mudanças nos padrões das ondas cerebrais e várias estruturas do órgão são ativadas com maior intensidade, em especial as relacionadas à memória e às emoções.

O objetivo é atingir um nível máximo de atenção para extrair da mente o que for preciso para ajudar no tratamento, aproveitando que as condições cerebrais obtidas deixam o paciente com maior abertura para ser sugestionado. “A pessoa desvia a atenção dos estímulos externos e a crítica diminui. Ela passa a entender e aceitar melhor as sugestões dadas pelo hipnólogo”, explica o médico Osmar Colás, coordenador do grupo de estudos de hipnose do departamento de psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Um trabalho muito interessante comprovou quanto os indivíduos de fato ficam abertos à sugestão, chegando a enganar o próprio cérebro nesse processo. O neuropsicólogo Stephen Kosslyn, da Universidade de Harvard, induziu voluntários hipnotizados a enxergarem cor em um painel totalmente cinza. Nos exames de imagem, verificou que as áreas cerebrais ativadas foram exatamente as acionadas para a percepção de cores variadas. “Isso prova que o cérebro se comporta de acordo com as sugestões”, afirmou o cientista à ISTOÉ.

Um exemplo prático desse processo pode ser visto nos passos tomados para o tratamento da dor. “É preciso fazer com que o paciente saia do foco da dor. Por meio da hipnose, ele deve ser levado a se concentrar em estímulos de relaxamento e sensações prazerosas, fazendo com que se esqueça o máximo possível da sensação de desconforto”, explica a psiquiatra Célia Lídia Costa, do Hospital A. C. Camargo. Mas essa não é a única possibilidade. “Pode-se modificar a percepção de uma dor intensa para uma sensação de peso ou formigamento ou reduzir o tamanho da área dolorida para apenas uma parte”, diz o clínico e psicoterapeuta João Figueiró, do Centro Multidisciplinar de Dor do HC/SP. De acordo com David Spiegel, pesquisador do Instituto de Neurociência da Universidade de Stanford, a alteração no entendimento do que ocorre também traz outro benefício, além de maior conforto: “O método reduz a ansiedade que normalmente acompanha os episódios de dor”, afirmou o cientista à ISTOÉ. Um alerta importante: os profissionais sérios jamais tratam dores cujas causas não tenham sido identificadas.

Contra as fobias, o mecanismo de mudança do entendimento é o mesmo. “Se a pessoa tem medo de avião, peço que se visualize em um aeroporto entrando na aeronave. Ela vivenciará esse momento de forma nítida e sem medo”, diz o psicólogo José Roberto Leite, da Unifesp. No caso de sua aplicação para tratar o stress pós-traumático, o objetivo é ajudar o indivíduo a modificar sua visão do evento responsável pelo trauma – um assalto, por exemplo. “Procuramos dar um novo significado ao que aconteceu, para que a sensação de medo ou ansiedade associada ao fato não apareça mais”, explica o médico Luiz Carlos Motta, presidente da Sociedade Brasileira de Hipnose e Hipniatria. O treinamento constante permite que o indivíduo aprenda a se autohipnotizar nos momentos necessários para superar as situações desencadeantes dos problemas.

O momento atual da hipnose marca uma virada importante para uma ferramenta cuja história foi pontuada por altos e baixos. Um dos primeiros registros de sua utilização é na Antigüidade, pelos egípcios. No entanto, o olhar mais científico só começou no século 18, com pesquisas feitas pelo médico austríaco Franz Mesmer. No século seguinte, o inglês James Braid definiu o transe como um “estado de sono do sistema nervoso”. Por isso, cunhou o termo hipnose, que vem do grego Hypnos, o deus do sono. Posteriormente, porém, Braid se arrependeu da criação ao verificar que hipnose e sono são coisas diferentes. No século XX, o austríaco Sigmund Freud, o criador da psicanálise, usou o recurso no tratamento da histeria, mas o abandonou. O resgate da técnica só veio anos depois, na Primeira Guerra Mundial, como opção de analgesia durante cirurgias realizadas nos campos de batalha.

Durante todos esses anos, entretanto, charlatões se apropriaram do método e o usaram como um rentável atrativo para shows em circos e programas de televisão. Infelizmente, para muita gente essa ainda é a idéia de hipnose. No entanto, basta conhecer um profissional sério e que usa a técnica com finalidade médica para esquecer a imagem caricata de um hipnotizador de aparência exótica, capaz de transformar seu paciente em um zumbi. Primeiro porque o pêndulo deixou de ser o instrumento preferido da maioria dos médicos. Hoje, grande parte das induções é feita por meio de relaxamento dirigido por palavras ou toque em pontos específicos da face, entre outras técnicas (usam-se ainda, é verdade, recursos como um pingente de cristal, nos casos em que o paciente responde bem a estímulos visuais). Outro equívoco é imaginar que qualquer um pode ser hipnotizado de uma hora para outra, mesmo contra sua vontade. “Pessoas muito sensíveis podem entrar no estado hipnótico sem perceber, mas é raro. Normalmente, quem não quer, resiste, e não entra em transe. Além disso, aquele que deseja sair do estado hipnótico pode demorar um pouco, mas consegue”, diz o médico Colás.

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O que é a terapia de regressão?

  • A essência da terapia de regressão está no princípio do aprendizado com o passado para a construção de novos delineamentos no presente. Vamos entender melhor essa técnica.

– Usando a Hipnose:

  • A hipnose é uma das ferramentas utilizadas para a realização da terapia de regressão;
  • Os pacientes já possuem em seu inconsciente os instrumentos requeridos para a solução de seus próprios problemas. Ao terapeuta cabe, então, viabilizar o contato do paciente com esses recursos. Durante quase todo o processo, o paciente permanece consciente, interagindo, podendo mesmo interromper a sessão;
  • A hipnose é, desse modo, uma efetiva comunicação com a mente inconsciente. Trata-se de uma comunicação que vai além das palavras, fazendo uso de linguagens inconscientes. Uma de suas características é a interação com o paciente e o respeito aos seus desejos e limites.

– Terapia de regressão e o tratamento de fobias:

  • As fobias constituem medos insensatos. Uma de suas características é o reconhecimento pelo próprio indivíduo da inexistência de uma base razoável para o sofrimento de que ele é portador;
  • A terapia de regressão permite um retorno às experiências do passado adulto, adolescente, infantil e intrauterino para reavaliá-las e dar-lhes novo significado. Essas experiências anteriormente vividas e agora trazidas à tona permitirão compreender de onde vêm determinados hábitos, medos ou fobias, representados no presente;
  • Por meio da terapia de regressão são acessadas informações esquecidas e as experiências são, na sequência, ressignificadas. Desse modo, podem ser eliminadas as frustrações e superados os preconceitos antes instalados;
  • Na regressão, a experiência como tal permanecerá, mas dela será retirado o sofrimento, o medo, a dor. O terapeuta tem a função de ajudar o paciente na eliminação do controle que o passado vinha exercendo em sua vida;
  • Para a efetivação do processo de regressão, é necessário que haja, da parte do paciente, aceitação do procedimento e sua permissão para acesso às suas experiências passadas. Não há regressão sem o consentimento e participação do paciente.

– Por que recorrer à terapia de regressão?
Deve-se considerar a terapia de regressão como uma alternativa a ser adotada:

  • Quando houver sofrimento ou sentimentos impeditivos (medos, fobias etc.) a ponto de trazer limitações para o dia a dia do indivíduo;
  • Quando se pretende descobrir situações passadas relevantes para o paciente no presente;
  • Quando se pretende resgatar habilidades e talentos antes desfrutados, mas abandonados no presente;
  • Quando se pretende adquirir uma consciência mais plena de sua própria existência e suas potencialidades;
  • Nos diagnósticos de síndrome de estresse pós-traumático;
  • Existem ainda algumas boas razões para se recorrer à terapia de regressão como forma de tratamento. Entre outras, listamos estas:
  • Seus resultados são rápidos (método breve);
  • O preço do tratamento é mais acessível;
  • Não há desenvolvimento no paciente de dependência do terapeuta;
  • O tratamento é totalmente personalizado para cada caso em particular;
  • Permite dialogar com o inconsciente;
  • Permite a limpeza de memórias negativas;
  • Permite a liberação de afeto;
  • Dispensa a utilização de medicamentos.

Nunca será demais alertar que a condução dos trabalhos de terapia de regressão só deverá ser realizada por profissional habilitado e com experiente na técnica.

11 Milhões de Brasileiros Sofrem de Depressão

Tristeza ou depressão. Muitas pessoas passam por dificuldades na vida, e prontamente dizem “Estou depressivo”. Porém a depressão não é causada simplesmente por uma série de acontecimentos tristes. Também existe o outro lado, onde se banaliza o quadro. Uma pessoa está em depressão, e amigos e familiares rotulam como “Ah, é só uma fase, porque perdeu o emprego.. nada demais.” Em ambos os casos o que realmente importa é procurar ajuda.

Como é o tratamento da depressão com Hipnose

Na hipnose, conseguimos com a ajuda do cliente, buscar a origem que desencadeou tudo isso. Buscamos aquela primeira gota que foi colocada no balde. A causa de tudo normalmente é um evento inofensivo (aparentemente) que aconteceu na infância, como um susto ou uma má interpretação de uma experiência vivida. Como uma proteção do seu subconsciente é muito provável que esta memória esteja escondida e seja uma lembrança surpreendente.

Assim que essa razão causadora é descoberta, entendida e principalmente neutralizada, não há mais motivos para a mente e/ou o corpo funcionar de forma desequilibrada. Então a química cerebral começa a se regular, os hormônios começam a voltar ao normal, tudo de forma natural. Alias, se o corpo pode alterar sozinho o funcionamento orgânico e fisiológico na primeira vez, porque não poderia alternar novamente para o estado normal?

É importante frisar que nós, hipnoterapeutas, trabalhamos junto com o cliente, a um nível profundo na mente. Buscando a capacidade natural de autocura de seu próprio corpo. Por isso não indicamos remédios, nem recomendamos alterar dosagens sem antes consultar o médico. Na verdade, não é nem tão importante o “rotulo” que deram para o conjunto de sintomas do cliente, pois nós vamos trabalhar na raiz dos seus problemas.