O Grande Mito da Hipnose: Quem Realmente Está no Controle?
Muitas pessoas chegam ao consultório com a mesma dúvida: “Renato, eu vou perder a consciência? Você vai me fazer fazer algo que eu não queira?“. Esse receio é compreensível, alimentado por décadas de filmes e shows de entretenimento que mostram o hipnotista como alguém com poderes quase “mágicos” sobre o outro.
A realidade da Hipnose Clínica, no entanto, é o exato oposto.
O Papel do Hipnotista
Ao contrário do que o senso comum sugere, o hipnotista não “manda” no paciente. Na verdade, eu atuo como um instrutor ou facilitador. Imagine que a sua mente é um território vasto e cheio de recursos que você ainda não aprendeu a usar completamente. O meu papel é fornecer o “mapa” e as instruções para que você mesmo acesse esses recursos.
Você é o Protagonista
Durante uma sessão de Hipnoterapia, o paciente permanece lúcido e consciente. A Hipnose é um estado de foco hiperconcentrado. Sabe quando você está tão imerso em um filme ou livro que esquece do mundo ao redor, mas se alguém te chamar, você responde imediatamente? Você já deve ter ouvido esta referência, ela representa muito bem o transe terapêutico, é muito similar a isso.
Ninguém faz em Hipnose algo que vá contra seus valores ou princípios éticos. O seu subconsciente possui mecanismos de proteção que permanecem ativos o tempo todo.
Por que a Hipnose Funciona?
O objetivo é fazer com que você recupere o autocontrole sobre sua vida. Através desse processo, conseguimos:
Silenciar o ruído emocional: Reduzir a ansiedade e o estresse.
Identificar gatilhos: Entender por que reagimos de certas formas a determinadas situações.
Reprogramar padrões: Substituir hábitos mentais limitantes por novos recursos de confiança e equilíbrio.
Conclusão
A Hipnose não é sobre ficar vulnerável; é sobre tornar-se preparado diante dos próprios medos. É um exercício de liberdade onde você assume a direção da sua mente, usando ferramentas científicas para otimizar sua saúde física e emocional.
Foto: Arquivo Pessoal Renato Martinelli
Ansiedade, pressão e autoconhecimento estão entre os motivos citados por artistas
Conteúdo de ‘O Globo’


