O alívio da dor é apenas um dentre os diversos usos para a Hipnose

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Tatuador do DF usa hipnose para anestesiar clientes

Técnica permite tattoos sem sangramento e melhor cicatrização, diz artista. Barulho da máquina com agulha serve como forma de aprofundar transe; vídeo mostra diferença entre sessões

André Lino usa hipnose para anestesiar clientes durante tatuagem no DF

Para quem vê de fora, a promessa de tatuagem sem dor parece propaganda enganosa. Mas, é o que garante o tatuador André Lino, de Taguatinga, no Distrito Federal. No estúdio dele, tinta e agulhas têm a mesma importância que as milenares técnicas de hipnose. São elas que permitem horas e horas de pele furada com o cliente sob “anestesia”.

Segundo o tatuador, a ferramenta da hipnose funciona com seis entre cada dez clientes – são os que têm mais capacidade de se “entregar” ao processo. Quando acontece o transe, os efeitos surpreendem. “É tão impressionante que a tatuagem não sangra, não fica irritada e a cicatrização é mais tranquila”, afirmou o profissional de 33 anos, nascido em Curitiba.

Tatuador há dez anos, André Lino começou a aliar hipnose à tatuagem em 2011. “Eu vi que vários clientes reclamavam de agulha e de ideias como tirar sangue ou ir ao dentista, em geral. Conheço até gente muito tatuada que desmaia ao ver agulha”, declarou.

“Então eu pensei que teria de resolver esse problema recorrente. O de como tatuar essa pessoa que vai sofrer com a dor e ainda pode se mexer o tempo todo e atrapalhar o desenho.”

Foi por meio de um mentor em Brasília que ocorreu o primeiro contato com esse universo, durante um curso de micropigmentação (maquiagem definitiva). “Esse professor tinha um conhecimento muito grande de holística e acupuntura. Ele me falava que era possível fazer amputação de membros só com agulhas em lugares estratégicos. E me disse que a hipnose tinha o mesmo efeito. Foi assim que comecei a procurar.”

André Lino usa hipnose para anestesiar clientes durante tatuagem no DF

Em transe
Autodidata, o tatuador foi atrás de livros e cursos sobre o assunto. Os primeiros “cobaias” foram os amigos. “A maioria das pessoas com quem você fala a palavra hipnose já vem com medo, não tem conhecimento. O que eu faço primeiro é deixá-las à vontade e explico como funciona, como o cérebro funciona.”

“Eu digo que o cérebro entende que a dor é importante para nos manter vivo. Mas o que eu faço é desligar aquela dor por um momento enquanto faço a tatuagem: a pessoa não precisa passar por aquela dor.”

A sessão de tatuagem em transe é oferecida como “um brinde”, sem custo adicional “Antes de começar o procedimento, eu percebo quando a pessoa está nervosa. Aí dou a ideia da hipnose e quase todas aceitam. Quando o cliente vai acompanhado, o outro fica vendo se tem algum estímulo. Não acreditam no que veem”, continuou.

O barulho quase irritante da máquina de tatuar não é impedimento para o cliente ficar imerso no próprio subconsciente. “Como eu trabalho com a maquininha sempre ligada, dou a sugestão de que aquele barulho vai relaxar cada vez mais”, revelou o tatuador — que desenha desde criança por influência dos pais, também artistas. Isso permite longas sessões de “agulhamento” com o mesmo efeito anestésico.

Uma das pessoas que experimentaram o conceito de tatuagem indolor no estúdio é a estudante Julianne Maryelle, de 25 anos. “Não tive medo de tentar. Durante, não senti dor nenhuma, apenas muito sono. Cheguei até a cochilar. Já tinha feito várias tatuagens, porém sempre senti muita dor. Assim que ele fez a hipnose, não senti nada”, descreveu.

Segundo Julianne, o restante da sessão seguiu como qualquer outra. “Fiquei feliz demais com o resultado. Eu não acreditava que daria certo, e deu. Foram horas e horas. E por incrível que pareça, não senti nada”, continuou a estudante. O vídeo abaixo compara o estado dela enquanto se manteve transe e um outro dia, em que ela foi tatuada da forma convencional (veja vídeo).

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Presente Hipnótico
“Eu nunca cobrei a mais pela hipnose. Para mim, é uma ferramenta que ajuda as pessoas. Consegui perceber que funciona para tudo. Vi que muitas pessoas com depressão ou ansiedade conseguem sair muito bem desse estado. Termino dando um ‘presente hipnótico’, até para o amigo que está só acompanhando”, retoma o tatuador.

Um dos momentos que relembra com maior carinho é quando fez a primeira tattoo de uma idosa de 67 anos: uma rosa nas costas. “Ela chegou dizendo: ‘Minha neta me contou que você faz tatuagem sem dor, mas morro de medo de agulha’. Desde pequena ela tinha vontade, mas tinha uma família muito rígida. E deu certo. Creio que se não fosse a hipnose, ela nunca teria tatuado.”

André Lino usa hipnose para anestesiar clientes durante tatuagem no DF

O mistério e a curiosidade que envolvem o assunto acabou ajudando a estabelecer a fama dele, pelo boca a boca. De acordo com o artista, no estúdio dele — baseado na Samdu Norte — aumenta cada vez mais a procura de pessoas que não têm intenção de fazer tatuagem alguma. O objetivo é outro: indo desde o interesse por emagrecer a deixar de vez o vício pelo cigarro.

O que André Lino pratica nos outros, também emprega com ele mesmo. “Já fiz duas tatuagens sob autohipnose com um amigo me tatuando. Não sei se dormi. Foi como se fosse um sonho lúcido. Só me lembro que tinha colocado o fone de ouvido com uma música bem relaxante.”

Com agenda cheia até o fim do ano, ele sintetiza em uma frase o que sente em relação à hipnose. “É algo que faz parte da minha, que mudou minha forma de viver e que também me permitiu mudar a vida de muitas pessoas.”

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A medicina aprova a Hipnose

A medicina com o avanço em exames e técnicas oficialmente aprova a HIPNOSE

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A medicina aprova a hipnose

Hospitais do Brasil e do Exterior usam o método no tratamento de sintomas de doenças como câncer, asma ou insônia

Os sintomas da tensão pré-menstrual levaram a promotora de eventos Luciene Costa, 40 anos, a buscar a ajuda do médico hipniatra Osmar Colás, da Universidade Federal de São Paulo.

Primeiro foi a acupuntura. Agora, é a vez de a hipnose ser finalmente reconhecida e adotada pela medicina. O método começa a figurar entre o arsenal de recursos oferecidos por instituições de renome no mundo todo. É usado, por exemplo, no Memorial Sloan- Kettering Cancer Center e no M. D. Anderson Cancer Center, dois dos mais importantes centros de tratamento e pesquisa da doença, para diminuir efeitos colaterais da quimioterapia, como a fadiga e a dor. Também é utilizada no Hospital de Liège, na Bélgica, como opção de analgesia. No Brasil não é diferente. Já faz parte da rotina de serviços de primeira grandeza como o Hospital A. C. Camargo, de São Paulo, especializado na luta contra o câncer, e ganhou espaço no Hospital das Clínicas de São Paulo (HC/SP), a instituição que serve de escola para os estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). As indicações também são amplas.

Só para citar algumas, além do câncer: dor crônica, transtorno do pânico, asma, tensão pré-menstrual, enxaqueca, analgesia em procedimentos dentários, alergias, problemas digestivos de fundo nervoso, fobias e insônia.

Esta entrada definitiva da hipnose pela porta da frente da medicina não ocorreu por acaso. O movimento está sustentado por uma gama de estudos comprovando sua eficácia nas mais variadas enfermidades. Um dos mais recentes foi conduzido na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e provou que o método pode ser usado com sucesso no diagnóstico de crianças com epilepsia. Os cientistas queriam saber se as oito participantes tinham mesmo crises da doença ou manifestavam os sintomas – muito parecidos com os provocados pela enfermidade – por causa de outros fatores, como stress profundo. Eles levaram as crianças a um estado hipnótico e as fizeram imaginar que estavam tendo uma crise. Enquanto isso, elas eram monitoradas por aparelhos de exame de imagem. Em todas, as áreas ativadas durante o transe não foram as tradicionalmente associadas à epilepsia. A conclusão foi a de que as crianças de fato não tinham a doença. Agora, os cientistas querem ensinar os pequenos a evitar as crises usando a hipnose.

Outro trabalho de resultado expressivo foi apresentado no congresso do Colégio Americano de Pneumologia, realizado no final do ano passado nos Estados Unidos. Coordenado por médicos do Massachusetts General Hospital, o estudo revelou que pacientes hospitalizados com doenças cardíacas submetidos a apenas uma sessão de hipnose tinham maiores chances de vencer a luta contra o tabagismo após seis meses do que aqueles que usavam adesivos para repor a nicotina. “Constatamos que a hipnoterapia está entre as melhores opções terapêuticas contra o cigarro”, afirmou Faysal Hasan, líder do trabalho. No Beth Israel Deaconess Medical Center e na Faculdade de Medicina de Harvard (EUA), pesquisadores constataram que a técnica tornou mais confortável e menos dolorosa a realização de biópsia de nódulos de mama. “A hipnose ajuda muito a diminuir o stress das mulheres que precisam passar por essa experiência”, disse Elvira Lang, professora de radiologia de Harvard. No Brasil, as pesquisas sobre os possíveis benefícios também começam a proliferar. Na Faculdade de Medicina da USP, campus de Ribeirão Preto, os médicos verificaram seu efeito como terapia auxiliar contra a dor de cabeça persistente. “Os resultados foram muito promissores. A hipnose pode ser um tratamento coadjuvante nesses casos”, afirma o neurologista José Geraldo Speciali, professor do departamento de neurologia da universidade.

Conclusões como essas estão motivando investigações mais profundas sobre os mecanismos pelos quais o método produz resultados. A explicação mais plausível obtida até agora é a de que a hipnose provoca modificações profundas no funcionamento do cérebro, alterações essas documentadas por exames de imagem precisos e sofisticados. Os achados derrubam por terra, de vez, a associação equivocada da técnica com algo místico, esotérico. Não é nada disso. Hoje, o conceito médico de hipnose é claro: trata-se de um estado alterado de consciência induzido por profissionais capacitados. Nesse estado, há mudanças nos padrões das ondas cerebrais e várias estruturas do órgão são ativadas com maior intensidade, em especial as relacionadas à memória e às emoções.

O objetivo é atingir um nível máximo de atenção para extrair da mente o que for preciso para ajudar no tratamento, aproveitando que as condições cerebrais obtidas deixam o paciente com maior abertura para ser sugestionado. “A pessoa desvia a atenção dos estímulos externos e a crítica diminui. Ela passa a entender e aceitar melhor as sugestões dadas pelo hipnólogo”, explica o médico Osmar Colás, coordenador do grupo de estudos de hipnose do departamento de psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Um trabalho muito interessante comprovou quanto os indivíduos de fato ficam abertos à sugestão, chegando a enganar o próprio cérebro nesse processo. O neuropsicólogo Stephen Kosslyn, da Universidade de Harvard, induziu voluntários hipnotizados a enxergarem cor em um painel totalmente cinza. Nos exames de imagem, verificou que as áreas cerebrais ativadas foram exatamente as acionadas para a percepção de cores variadas. “Isso prova que o cérebro se comporta de acordo com as sugestões”, afirmou o cientista à ISTOÉ.

Um exemplo prático desse processo pode ser visto nos passos tomados para o tratamento da dor. “É preciso fazer com que o paciente saia do foco da dor. Por meio da hipnose, ele deve ser levado a se concentrar em estímulos de relaxamento e sensações prazerosas, fazendo com que se esqueça o máximo possível da sensação de desconforto”, explica a psiquiatra Célia Lídia Costa, do Hospital A. C. Camargo. Mas essa não é a única possibilidade. “Pode-se modificar a percepção de uma dor intensa para uma sensação de peso ou formigamento ou reduzir o tamanho da área dolorida para apenas uma parte”, diz o clínico e psicoterapeuta João Figueiró, do Centro Multidisciplinar de Dor do HC/SP. De acordo com David Spiegel, pesquisador do Instituto de Neurociência da Universidade de Stanford, a alteração no entendimento do que ocorre também traz outro benefício, além de maior conforto: “O método reduz a ansiedade que normalmente acompanha os episódios de dor”, afirmou o cientista à ISTOÉ. Um alerta importante: os profissionais sérios jamais tratam dores cujas causas não tenham sido identificadas.

Contra as fobias, o mecanismo de mudança do entendimento é o mesmo. “Se a pessoa tem medo de avião, peço que se visualize em um aeroporto entrando na aeronave. Ela vivenciará esse momento de forma nítida e sem medo”, diz o psicólogo José Roberto Leite, da Unifesp. No caso de sua aplicação para tratar o stress pós-traumático, o objetivo é ajudar o indivíduo a modificar sua visão do evento responsável pelo trauma – um assalto, por exemplo. “Procuramos dar um novo significado ao que aconteceu, para que a sensação de medo ou ansiedade associada ao fato não apareça mais”, explica o médico Luiz Carlos Motta, presidente da Sociedade Brasileira de Hipnose e Hipniatria. O treinamento constante permite que o indivíduo aprenda a se autohipnotizar nos momentos necessários para superar as situações desencadeantes dos problemas.

O momento atual da hipnose marca uma virada importante para uma ferramenta cuja história foi pontuada por altos e baixos. Um dos primeiros registros de sua utilização é na Antigüidade, pelos egípcios. No entanto, o olhar mais científico só começou no século 18, com pesquisas feitas pelo médico austríaco Franz Mesmer. No século seguinte, o inglês James Braid definiu o transe como um “estado de sono do sistema nervoso”. Por isso, cunhou o termo hipnose, que vem do grego Hypnos, o deus do sono. Posteriormente, porém, Braid se arrependeu da criação ao verificar que hipnose e sono são coisas diferentes. No século XX, o austríaco Sigmund Freud, o criador da psicanálise, usou o recurso no tratamento da histeria, mas o abandonou. O resgate da técnica só veio anos depois, na Primeira Guerra Mundial, como opção de analgesia durante cirurgias realizadas nos campos de batalha.

Durante todos esses anos, entretanto, charlatões se apropriaram do método e o usaram como um rentável atrativo para shows em circos e programas de televisão. Infelizmente, para muita gente essa ainda é a idéia de hipnose. No entanto, basta conhecer um profissional sério e que usa a técnica com finalidade médica para esquecer a imagem caricata de um hipnotizador de aparência exótica, capaz de transformar seu paciente em um zumbi. Primeiro porque o pêndulo deixou de ser o instrumento preferido da maioria dos médicos. Hoje, grande parte das induções é feita por meio de relaxamento dirigido por palavras ou toque em pontos específicos da face, entre outras técnicas (usam-se ainda, é verdade, recursos como um pingente de cristal, nos casos em que o paciente responde bem a estímulos visuais). Outro equívoco é imaginar que qualquer um pode ser hipnotizado de uma hora para outra, mesmo contra sua vontade. “Pessoas muito sensíveis podem entrar no estado hipnótico sem perceber, mas é raro. Normalmente, quem não quer, resiste, e não entra em transe. Além disso, aquele que deseja sair do estado hipnótico pode demorar um pouco, mas consegue”, diz o médico Colás.

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O que é a terapia de regressão?

  • A essência da terapia de regressão está no princípio do aprendizado com o passado para a construção de novos delineamentos no presente. Vamos entender melhor essa técnica.

– Usando a Hipnose:

  • A hipnose é uma das ferramentas utilizadas para a realização da terapia de regressão;
  • Os pacientes já possuem em seu inconsciente os instrumentos requeridos para a solução de seus próprios problemas. Ao terapeuta cabe, então, viabilizar o contato do paciente com esses recursos. Durante quase todo o processo, o paciente permanece consciente, interagindo, podendo mesmo interromper a sessão;
  • A hipnose é, desse modo, uma efetiva comunicação com a mente inconsciente. Trata-se de uma comunicação que vai além das palavras, fazendo uso de linguagens inconscientes. Uma de suas características é a interação com o paciente e o respeito aos seus desejos e limites.

– Terapia de regressão e o tratamento de fobias:

  • As fobias constituem medos insensatos. Uma de suas características é o reconhecimento pelo próprio indivíduo da inexistência de uma base razoável para o sofrimento de que ele é portador;
  • A terapia de regressão permite um retorno às experiências do passado adulto, adolescente, infantil e intrauterino para reavaliá-las e dar-lhes novo significado. Essas experiências anteriormente vividas e agora trazidas à tona permitirão compreender de onde vêm determinados hábitos, medos ou fobias, representados no presente;
  • Por meio da terapia de regressão são acessadas informações esquecidas e as experiências são, na sequência, ressignificadas. Desse modo, podem ser eliminadas as frustrações e superados os preconceitos antes instalados;
  • Na regressão, a experiência como tal permanecerá, mas dela será retirado o sofrimento, o medo, a dor. O terapeuta tem a função de ajudar o paciente na eliminação do controle que o passado vinha exercendo em sua vida;
  • Para a efetivação do processo de regressão, é necessário que haja, da parte do paciente, aceitação do procedimento e sua permissão para acesso às suas experiências passadas. Não há regressão sem o consentimento e participação do paciente.

– Por que recorrer à terapia de regressão?
Deve-se considerar a terapia de regressão como uma alternativa a ser adotada:

  • Quando houver sofrimento ou sentimentos impeditivos (medos, fobias etc.) a ponto de trazer limitações para o dia a dia do indivíduo;
  • Quando se pretende descobrir situações passadas relevantes para o paciente no presente;
  • Quando se pretende resgatar habilidades e talentos antes desfrutados, mas abandonados no presente;
  • Quando se pretende adquirir uma consciência mais plena de sua própria existência e suas potencialidades;
  • Nos diagnósticos de síndrome de estresse pós-traumático;
  • Existem ainda algumas boas razões para se recorrer à terapia de regressão como forma de tratamento. Entre outras, listamos estas:
  • Seus resultados são rápidos (método breve);
  • O preço do tratamento é mais acessível;
  • Não há desenvolvimento no paciente de dependência do terapeuta;
  • O tratamento é totalmente personalizado para cada caso em particular;
  • Permite dialogar com o inconsciente;
  • Permite a limpeza de memórias negativas;
  • Permite a liberação de afeto;
  • Dispensa a utilização de medicamentos.

Nunca será demais alertar que a condução dos trabalhos de terapia de regressão só deverá ser realizada por profissional habilitado e com experiente na técnica.

11 Milhões de Brasileiros Sofrem de Depressão

Tristeza ou depressão. Muitas pessoas passam por dificuldades na vida, e prontamente dizem “Estou depressivo”. Porém a depressão não é causada simplesmente por uma série de acontecimentos tristes. Também existe o outro lado, onde se banaliza o quadro. Uma pessoa está em depressão, e amigos e familiares rotulam como “Ah, é só uma fase, porque perdeu o emprego.. nada demais.” Em ambos os casos o que realmente importa é procurar ajuda.

Como é o tratamento da depressão com Hipnose

Na hipnose, conseguimos com a ajuda do cliente, buscar a origem que desencadeou tudo isso. Buscamos aquela primeira gota que foi colocada no balde. A causa de tudo normalmente é um evento inofensivo (aparentemente) que aconteceu na infância, como um susto ou uma má interpretação de uma experiência vivida. Como uma proteção do seu subconsciente é muito provável que esta memória esteja escondida e seja uma lembrança surpreendente.

Assim que essa razão causadora é descoberta, entendida e principalmente neutralizada, não há mais motivos para a mente e/ou o corpo funcionar de forma desequilibrada. Então a química cerebral começa a se regular, os hormônios começam a voltar ao normal, tudo de forma natural. Alias, se o corpo pode alterar sozinho o funcionamento orgânico e fisiológico na primeira vez, porque não poderia alternar novamente para o estado normal?

É importante frisar que nós, hipnoterapeutas, trabalhamos junto com o cliente, a um nível profundo na mente. Buscando a capacidade natural de autocura de seu próprio corpo. Por isso não indicamos remédios, nem recomendamos alterar dosagens sem antes consultar o médico. Na verdade, não é nem tão importante o “rotulo” que deram para o conjunto de sintomas do cliente, pois nós vamos trabalhar na raiz dos seus problemas.

Como é o tratamento da depressão com hipnose?

Assim que essa razão causadora é descoberta, entendida e neutralizada, não há mais motivos para a mente e/ou o corpo funcionar de forma desequilibrada. Então a química cerebral começa a se regular, os hormônios começam a voltar ao normal, tudo de forma natural. Alias, se o corpo pode alterar sozinho o funcionamento orgânico e fisiológico na primeira vez, porque não poderia alternar novamente para o estado normal?

É importante frisar que nós, hipnoterapeutas, trabalhamos junto com o cliente, a um nível profundo na mente dele. Buscando a capacidade natural de encontrar a solução de seu próprio corpo. Por isso não indicamos remédios, nem recomendamos alterar dosagens sem antes consultar o médico. Na verdade, não é nem tão importante o “rotulo” que deram para o conjunto de sintomas do cliente, pois nós vamos trabalhar na raiz do problema.

No video abaixo, podemos ver Pyong conversando com o Rafael Kraish sobre uma colega que passou pelo processo da hipnoterapia.

Hipnose aparecerá na novela “O Outro lado do Paraíso” (Globo)

Personagem descobre que foi abusado por Padrasto

Em terapias, memórias reprimidas ou bloqueadas é comum acontecer, pois o nosso subconsciente, por várias vezes bloqueia a causa associada a esta emoção ruim para “nos proteger”.

No entanto a emoção permanece, e não é possível saber ou muito menos entender porque surgem estes medos, receios, inseguranças, fobias, pânicos, sentimento de depressão, etc.

Através da hipnoterapia não somente é possível acessar o que desencadeou este problema, como também (e é o que torna a hipnoterapia algo excelente e que pode agilizar demais o processo) auxilia o próprio cliente a resolver seus conflitos internos.

Através de técnicas o terapeuta faz que o subconsciente do cliente consiga achar por ele mesmo um novo significado para o ocorrido.

Desta forma novas conexões são formadas, e o que antes era um problema, pesadelo, pavor, pânico, etc. passam a ser algo insignificante, ou ate mesmo, não importar mais, fazendo desta forma que não mais interfira de forma negativa na vida do cliente.

E como isto acontece em um nível subconsciente, que é a parte da mente que realmente estão nossas emoções, isto passa a ser a verdade do cliente.

Além de traumas, a hipnose também pode ser um aliado a dores crônicas e em outros diversos problemas.

Agora nos resta esperar e observar como a novela irá tratar este assunto tão importante e relevante.

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Em O Outro Lado do Paraíso, Laura denuncia padrasto por pedofilia: ‘É um monstro’

Laura (Bella Piero) fará hipnose após se casar com Rafael (Igor Angelkorte) e descobrir que não suporta sexo. Em uma sessão de regressão, a jovem se lembrará de que foi abusada sexualmente várias vezes na infância. Em O Outro Lado do Paraíso, ela tinha seis anos quando começou a ser molestada pelo padrasto, Vinícius (Flávio Tolezani). Laura denunciará o delegado depois que revelar a verdade à mãe, Lorena (Sandra Corveloni).

Esse é o desfecho de mais uma vingança de Clara (Bianca Bin) na trama. Assim que ela conseguir que Suzy (Ellen Rocche) desmascare Samuel (Eriberto Leão) e espalhe para a cidade inteira que o psiquiatra é gay, a mocinha vingativa vai se aproximar da enteada do delegado para descobrir qual é segredo dele.

Dessa vez, ela intuirá que o Laura pode ter sido vítima de pedofilia, mas a história terá uma série de desdobramentos até Clara conseguir extrair a verdade da garota. Na trama, Laura bloqueou o trauma de sua mente. Mas aceitará se tratar após se casar e sofrer com as primeiras transas. Ela ficará aterrorizada na lua de mel.

Laura vai pensar em se separar, mas Clara pedirá que faça sessões de hipnose com Adriana (Júlia Dalavia). “Foi ele. Foi ele que me fez mal. Eu era só uma menina. Só uma menina. Foi ele, o Vinicius. Meu padrasto. E eu era só uma menina. Uma menina”, lembrará ela. “Seu padrasto? O delegado?”, perguntará Clara. “Eu lembrei de tudo, tudo. Eu era uma menina, ficava muito tempo sozinha em casa e ele… Ah, Clara, eu estou toda mexida por dentro. Sinto dor, medo, vontade de chorar”, sofrerá Laura.

“Agora que a porta se abriu, vem uma avalanche de memórias. Uma avalanche. Não foi só uma vez, nem duas. Foram muitas”, emendará ela ao marido.

Tua mãe não percebia?”, indagará o médico. “Não sei como não percebeu. Ele me agarrava. Machucava. Eu me lembro de meu corpo coberto de manchas roxas”, relatará a personagem de Bella Piero.

Laura se lembrará também das ameaças que sofria. “Ele dizia que me matava se eu contasse, dizia que ia me bater tanto até eu morrer.” O casal, que estará morando com Lorena e Vinícius, irá para casa com Clara, Patrick (Thiago Fragoso) e Renato (Rafael Cardoso).

Os três farão escolta para eles não sofrerem nenhuma violência. “Eu era só uma menina, mas cê me agarrou quando eu brincava com as tartaruguinhas. Me molestou. Ele é pedófilo”, gritará Laura.

Com Lorena paralisada, ela continuará: “Eu resgatei minha memória. Ele me agarrou, não uma, mas muitas vezes naquele lugar. Era no quintal. A faxineira ficava mais dentro da casa, ele provavelmente dizia que ia brincar comigo. Ou ela não queria ouvir meus gritos, meu choro”, contará a garota.

Mãe acusará a filha de mentir
No relato, Laura falará que apanhava e ficava com marcas roxas e ferimentos. “Eu não te suportava porque quando era uma menina, cê me agarrou, abusou e me ameaçava de morte. É um monstro, sim, um monstro”, desabafará diante de todos.

Lorena dirá que é mentira. “Você era uma menina rebelde, briguenta, fugia dele. Não aceitava o amor”, rebaterá a dona de casa. “Não era amor. Era sexo”, vai disparar Laura, que fará as malas e sairá de casa com Rafael.

Na sequência, Clara e Patrick orientarão o casal a fazer a denúncia a Bruno (Caio Paduan). Na delegacia, Vinícius ainda tentará barrar a queixa, mas o namorado de Raquel (Erika Januza) não aceitará jogar a sujeira para debaixo do tapete.

“Dói em mim. Sempre te admirei por ser delegado. Minha mãe é amiga de tua mulher. Meu dever é acolher a denúncia, apurar os fatos e enviar pro Ministério Público”, avisará Bruno. As cenas vão ao ar entre os dias 8 e 9 de fevereiro.

A Hipnose como alivio na dor

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Tratamento inédito usa hipnose para reduzir dor
de pacientes com câncer

Pacientes continuam tomando remédios e indo a consultas com especialistas. Experimento é feito no maior hospital da rede pública do DF.

Um tratamento inédito em um hospital público de Brasília: hipnose para reduzir a dor de pacientes com câncer. Experimento é feito em uma pesquisa de doutorado, em um hospital público de Brasília.

Os estudos sobre uso da hipnose para aliviar dores começaram nos Estados Unidos ainda na década de 1950. Os médicos explicam que é possível, com a hipnose, acionar a produção de substâncias que o corpo produz naturalmente e que tem uma ação analgésica, diminuem a dor.

A cabeleireira Anídia Santos passou por duas cirurgias para retirar o câncer: uma no estômago e outra nos ovários. Agora ela luta contra as dores do tratamento. E encontrou na hipnose um alívio. “Já me arrumo, vou para a igreja. Já cuido da casa, dos meus filhos. Totalmente diferente. Não estou mais com dor”, afirma.

Antes ela não fazia ideia do que é ser hipnotizada. Os pacientes deitam na maca ouvindo uma música de fundo e a voz suave do hipnólogo, que faz com que eles se concentrem e fiquem em um estado de semi consciência.

“É o estado onde o paciente está mais suscetível às mudanças. Então ele consegue alterar os sintomas e manter quando consciente essa alteração. Por isso a gente trabalha dentro desse estado”, diz o hipnólogo Gil Montenegro.

O atendimento é feito no maior hospital da rede pública do Distrito Federal. Mas não é oferecido pelo SUS. Faz parte de uma tese de doutorado sobre os efeitos da hipnose no tratamento das dores, da ansiedade e depressão em pacientes com câncer.

A hipnose é complementar ao tratamento do câncer. Os pacientes têm que continuar tomando os remédios e indo às consultas com os especialistas. “Os pacientes têm relatado melhora nos sintomas, principalmente no sintoma dor e principalmente a curto prazo. Então a gente tem tido retorno positivo desses pacientes”, afirma a médica Patrícia Ribeiro.

As sessões de hipnose duram 30 minutos. O seu Francisco teve que tirar parte da laringe por causa do câncer. Ele não pode falar. Mas quando termina a sessão, mostra que está satisfeito com os resultados.

Já existem estudos também para uso da hipnose como uma forma de ajudar a combater dores crônicas, enxaquecas e até dores de dente.

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http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2015/09/tratamento-inedito-usa-hipnose-para-reduzir-dor-de-pacientes-com-cancer.html

Eficácia da Hipnose

A Hipnose tem sido associada com um melhor resultado global, após o tratamento médico e de uma maior estabilidade fisiológica.

Cirurgiões e profissionais de saúde relataram níveis significativamente mais elevados de satisfação em seus pacientes tratados com Hipnose do que em outros pacientes (Montgomery, DuHamel & Redd, 2000; Patterson & Jensen, 2003). As estratégias psicofisiológicas usadas na Hipnose são equivalentes ou mais eficazes que outros tratamentos para a dor aguda e crônica, podendo implicar em economia de tempo e dinheiro de pacientes e médicos.

Um estudo sobre os tratamentos da dor aguda concluiu que as técnicas de Hipnose são superiores ao tratamento padrão, e muitas vezes melhor, do que outros tratamentos convencionais reconhecidos.

Veja a reportagem do Fantástico - Cirurgia para retirada de um câncer apenas com anestesia Hipnótica, sem anestesia geral ou remédio para dor. Créditos Globo Fantástico.

Reportagem na fonte:
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL39472-5598,00-HIPNOSE+DISPENSA+ANESTESIA+EM+CIRURGIAS.html

Novo Horizonte para Hipnose Científica

Quanto mais estudamos mais impressionados ficamos com o poder da hipnose e com o quanto a ela pode nos ajudar.

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Nova descoberta da Ciência Comprova um Estado de Hipnose
Você já se perguntou qual a ciência por trás da hipnose?

Mesmo com a popularidade da hipnose clínica, algumas pessoas ainda acham que ela está associada com perda de controle ou truques de palco.

Porém, psiquiatras como Spiegel sabem que é uma ciência séria, revelando a capacidade do cérebro para resolver condições médicas e psiquiátricas.

Mas até que ponto ela é real dentro do nosso cérebro?

– Aqui vamos esclarecer isso de forma simples, explicando:- Como a ciência descobriu (semana passada) que o estado de hipnose é real.
– O que acontece no cérebro durante a hipnose.
– Como o conceito de hipnose de Elman parece se encaixar perfeitamente com a ciência.
– 
O que os cientistas dizem sobre a capacidade de sermos hipnotizados (e porque estão errados).
– O ingrediente principal para a hipnose funcionar sempre (que a ciência ainda ignora).

Então, continue lendo para entender a ciência por trás da hipnose.

Você sabe o que, exatamente, acontece no cérebro de uma pessoa que está hipnotizada?

Para responder essa pergunta, David Spiegel, psiquiatra e professor da universidade de Medicina de Stanford, e seus colegas decidiram escanear o cérebro de 57 pacientes durante o transe, para ver se a hipnose deixava uma marca.

Sim, a hipnose deixa 3 rastros nítidos no cérebro: regiões distintas dele alteram a atividade e conectividade enquanto se está hipnotizado.

Essa nova descoberta foi relatada em um estudo publicado semana passada (28 de julho), no jornal de Oxford, Cerebral Cortex. E foi anunciada por vários blogs da área da saúde e da ciência.

Primeiro descrevemos como foi realizada a pesquisa, e a opinião do psiquiatra David Spigel, autor da pesquisa. E da mesma forma que foi divulgado o estudo pelos principais sites do ramo (Neurocience News e StatNews), ao final complementaremos com a nossa opinião.

Divisão entre hipnotizáveis e “não-hipnotizáveis”

Spiegel e seus colegas selecionaram 545 participantes saudáveis e os submeteram a testes para saber o quão facilmente eram hipnotizáveis.

Selecionaram apenas os sujeitos com as maiores e as menores notas na escala, os intermediários foram desconsiderados.

O grupo resultou em:

36 pessoas altamente hipnotizáveis
21 indivíduos que pontuaram o nível mais baixo da escalas.
Obs.: Continue lendo para saber porque não acreditamos nessas escalas e muito menos em pessoas “não-hipnotizáveis”.

Escanear o cérebro dos participantes em Hipnose

Eles observaram os cérebros desses 57 participantes usando ressonância nuclear magnética funcional, que mede as mudanças no fluxo sanguíneo que decorrem da alteração da atividade elétrica cerebral.

Cada pessoa foi digitalizada em quatro situações diferentes:

Sem pensar em nada particular.
Recordar-se do dia em detalhes.
Após uma indução de hipnose, lembrando de um momento feliz.
Após uma indução de hipnose, lembrando ou imaginando as férias.
“Foi importante ter as pessoas que não podiam ser hipnotizadas como controles”, disse Spiegel. “Caso contrário, você poderia ver coisas acontecendo nos cérebros daqueles que estão sendo hipnotizados, mas não saberia ao certo se está associada com a hipnose ou não.”

Análise dos resultados

Foram descobertas três impressões no cérebro sob hipnose.

Durante ambas as fases que era usada hipnose, foi possível detectar claramente alterações na atividade e em conexões de partes específicas do cérebro.

Cada alteração foi observada apenas no grupo hipnotizável e só enquanto eles estavam em hipnose. Portanto, é inquestionável que a hipnose foi a responsável pelas alterações.

Áreas do cérebro afetadas pela Hipnose

Regiões do cérebro que são afetadas pela hipnose.

1. Foi observado uma diminuição da atividade em uma área chamada giro do cíngulo anterior, saliência que faz parte da rede neural cerebral.
Segundo estudos, essa região ajuda as pessoas a se manterem vigilantes sobre seu ambiente externo.
“Na hipnose, você está tão absorvido que não está se preocupando com qualquer outra coisa”, explicou o pesquisador. Spiegel notou que pessoas altamente hipnotizáveis também estão mais propensas a se envolverem em um pôr do sol ou um filme.

2. Foi notado um aumento nas conexões entre duas outras áreas do cérebro: o córtex pré-frontal dorsolateral e ínsula.

Ele explica isso como uma conexão cérebro-corpo que ajuda o processo cerebral e controla o que está acontecendo no corpo, por exemplo, regulando o quanto de dor nós sentimos.

3. Por último, a equipe de pesquisa também observou conexões reduzidas entre o córtex pré-frontal dorsolateral e da rede neural em modo padrão, que inclui o pré-frontal medial e o giro do cíngulo posterior.

Esta diminuição da conectividade funcional provavelmente representa uma desconexão entre as ações de alguém e a consciência de suas ações, disse Spiegel. “Quando você está realmente envolvido em alguma coisa, você realmente não pensa em fazer isso – você apenas faz” Durante a hipnose, este tipo de dissociação entre ação e reflexão permite a pessoa se envolver em atividades tanto sugeridas por um terapeuta ou autossugeridas, sem precisar dedicar esforços mentais para estar consciente sobre a atividade.

Novo horizonte para Hipnose Científica

Pessoas altamente hipnotizáveis também estão mais propensas a se envolverem em um pôr do sol, segundo Spiegel
De acordo com Spiegel, isso é um grande feito pelos seguintes motivos:

– Apesar de uma crescente valorização do potencial clínico da hipnose, pouco se sabia sobre como ela funciona a um nível fisiológico.
– Pesquisadores já haviam escaneado cérebros de pessoas submetidas à hipnose, mas esses estudos foram concebidos para identificar os efeitos da hipnose sobre a dor, a visão e outras formas de percepção, e não o estado da própria hipnose.
– Esta é a primeira vez que mostramos o que acontece no cérebro de uma pessoa que está hipnotizada. Isso é uma função natural e normal do cérebro. É uma técnica que evoluiu para nos permitir fazer as coisas rotineiras sem pensar, e podermos nos envolver nas coisas que realmente importam para nós.

A hipnose poderia substituir remédios

Spiegel relata:

“Em pacientes que podem ser facilmente hipnotizados, sessões de hipnose têm se mostrado eficazes na redução da dor crônica, dor de parto e outros procedimentos médicos; tratamento de vício em cigarro; transtorno de estresse pós-traumático; alívio de ansiedade, depressão ou fobias.

As novas descobertas sobre como a hipnose afeta o cérebro podem pavimentar o caminho para o desenvolvimento de tratamentos para o resto da população – àqueles que não são naturalmente suscetíveis à hipnose.

Certamente estamos interessados na ideia de que se pode mudar a capacidade das pessoas em serem hipnotizadas. Agora que sabemos quais regiões do cérebro estão envolvidas, podemos usar esse conhecimento para alterar a capacidade de alguém ser hipnotizado, ou aumentar a eficácia da hipnose para problemas como o controle da dor.

Um tratamento que combina a estimulação do cérebro com a hipnose pode melhorar os efeitos analgésicos conhecidos da hipnose e potencialmente substituir analgésicos viciantes, com muitos efeitos colaterais e ansiolíticos (medicamentos para controlar ansiedade).

Mais pesquisas, no entanto, são necessárias antes de uma algo assim poder ser implementado.

De onde vem a capacidade de ser hipnotizado?
“Pessoas que tiveram experiências traumáticas tendem a se desconectar de outras pessoas ou situações de alguma forma. Em nível neurobiológico, essas experiências podem ter fortalecido e enfraquecido conexões entre certas regiões do cérebro – mudanças que os fizeram capazes de serem hipnotizados mais tarde na vida. Mas estresse não é o único caminho à hipnose. Estudos também mostraram que pessoas que usaram muito a imaginação na infância – seus pais liam histórias por exemplo – também parecem ser mais hipnotizáveis quando crescem.” Diz o pesquisador.
Diferenças neurológicas em pessoas altamente Hipnotizáveis

Também há pesquisas (mais antigas) que mostram que pessoas mais hipnotizáveis têm estruturas diferentes no cérebro.

Um estudo de 2004 conduzido por pesquisadores da Universidade de Virginia revelaram que sujeitos propensos a serem hipnotizados têm diferenças estruturais em seus cérebros.

No estudo, sujeitos altamente hipnotizáveis, na média, tinham um rostrum (parte do corpo caloso) 31.8% maior, uma parte do cérebro que envolve a alocação da atenção e a transferência de informação entre o córtex pré-frontal.

Então, a hipnose não funciona em todos?

Funciona sim! Pelo menos nos convencemos disso todos os dias, com nossos clientes ou nossos alunos.

Você conhece a história Renato – o homem não-hipnotizável?

Renato, um amante da hipnose de 59 anos, fez 29 cursos área, estuda e aplica a hipnose profissionalmente há muitos anos. Então, ele foi a um treinamento da OMNI e disse:

“Já tentei diversas vezes ser hipnotizado, com praticamente todos os professores do Brasil. Já tentaram todos tipos de técnicas. Infelizmente, eu sou um desses que não pode ser hipnotizado.”

Mas o “problema” REAL do Renato era não entender a fundo a hipnose, e que para ela funcionar, só dependia dele.

Resultado? Assim que ele teve esse entendimento e conseguiu passar pela experiência, parecia uma criança que ganhou um presente. E ele realmente ganhou: a capacidade de se colocar nesse estado instantaneamente.

E a história do Renato se repete em TODOS os treinamentos OMNI, em todas as partes do mundo!

Por isso, não acreditamos que existam pessoas não-hipnotizáveis.

Em 1957, Elman e milhares de seus alunos médicos ajudavam mulheres a realizarem partos sem dor, utilizando a hipnose. E pelo o que contam da época, era raríssimo não funcionar.

O ponto é: se não existir medo e houver um entendimento REAL do que é hipnose e como deixa-la acontecer, todos são igualmente hipnotizáveis.

As pesquisas científicas são erradas?

Considere o seguinte caso:

É criado um grupo de 1000 pessoas de uma mesma cidade, entre 20 a 25 anos, e todos são jogados no meio de uma piscina de 2 metros de profundidade.

200 pessoas facilmente nadam até a borda e saem da piscina;
500 pessoas conseguem sair, porém com muito esforço;
300 precisam ser resgatadas, para não se afogarem.
Conclusão:

20% da população nada muito bem.
50% pode nadar, mas tem dificuldade.
30% é incapaz de nadar.
Essa conclusão estaria correta?

Estaria, se considerar só a região da pesquisa. Mas isso é apenas a situação atual e daquela região.

30% é incapaz de nadar AGORA. Mas provavelmente, após observar a reação que uma pessoa incapaz de nadar teve ao cair na água, com 5 minutos de instruções ela estaria no grupo dos 50%.

É exatamente assim na hipnose.

Na prática, percebemos que 90% dos clientes aceitam sugestões de amnésia na primeira sessão, enquanto esse número deveria ser 23% (Kirsch et al, 1995). Tudo porque ajudamos o cliente entender a hipnose de acordo com sua própria base de conhecimento (como é explicado no final do artigo).

Mas afinal, como entender a hipnose de forma científica?

Conceito de hipnose se enquadra à ciência

A ciência está aos poucos entendendo melhor como a hipnose funciona. Mas o que torna essas descobertas ainda mais interessantes, é que elas sempre reafirmam os conceitos descobertos na prática, por Dave Elman.

“Hipnose é atravessar o fator crítico da mente consciente e estabelecer um pensamento seletivo aceitável” (Dave Elman)

– “Atravessar o fator crítico da mente consciente”
Relacionado com a 3º parte citada no estudo científico de Spiegel:
A hipnose reduz conexões entre a parte analítica do cérebro, responsável por julgamentos e a parte relacionada ao pensamento introspectivo, imaginação, sonhar acordado.

Interpretação: Durante a hipnose, temos uma maior capacidade de não julgar ou analisar como verdadeiro ou falso, aquilo que imaginamos para nós mesmos.

– “Estabelecer um pensamento seletivo aceitável”
Pode se correlacionar com a 1º parte citada no estudo:
Durante a hipnose, há uma diminuição de atividade nas regiões do cérebro que ajudam as pessoas a se manterem vigilantes sobre seu ambiente externo.

Interpretação: Assim temos mais facilidade para nos envolvermos em um pensamento seletivo, único.
Mas falta uma coisa… e o “aceitável”?

O ingrediente mágico da hipnose – que a ciência ainda não sabe

É esse ponto chave que dificulta o potencial da hipnose se encaixar 100% em pesquisas científicas.

Num estudo científico, é necessário haver processos idênticos (por isso geralmente utilizam áudios de relaxamento para induzir a hipnose). Mas nem todos os sujeitos têm a mesma “base de conhecimento” para entender a hipnose, e muito menos em como fazê-la acontecer. Logo, não funciona com todos.

A hipnose é um processo ativo, depende muito mais do sujeito fazer acontecer, do que das palavras do hipnotista. (Inclusive, há estudos que corroboram com essa afirmação – Gail Comey and Irving Kirsch, 1999).

O sujeito precisa saber como guiar sua própria mente, para realizar as instruções do hipnotista (ou do áudio). A esse entendimento, damos o nome de atitude mental.

Aí que entra a palavra “aceitável”.

O passo principal para alcançar a atitude mental correta é ter a intenção de que a sugestão se realize. Logo, o pensamento precisa ser para o sujeito uma ideia aceitável, possível de imaginar, acreditar e, acima de tudo, gostar.

Porém, cabe ao hipnotista ensinar e garantir que sujeito aprendeu a atitude mental correta. Elman resumia esse conceito em uma frase:

“Queira que aconteça, deixe que aconteça e, acima de tudo, faça acontecer. ”

Na infância, todos nós conhecíamos essa atitude mental. Mas, por algum motivo, há pessoas que desaprendem isso quando cresce e então precisa reaprender (ou até mesmo praticar um pouco).

Portanto, o que importa é: a hipnose é um benefício acessível igualmente a todos.

“A hipnose é a forma ocidental mais antiga da psicoterapia, mas ela já foi ofuscada com relógios de bolso balançando e capas roxas. Na verdade, é um meio muito poderoso para mudar a forma como usamos nossas mentes para controlar a percepção e os nossos corpos.¨ Conclui Spiegel.

RESUMO:
  • Pessoas que conseguem “se perder” em filmes e num por do sol, se permitem passar pela hipnose mais facilmente.
  • DIMINUI atividade na área responsável pelo foco no ambiente externo;
  • AUMENTA conexões de controle mente-corpo;
  • REDUZ conexões entre a parte analítica e a parte da imaginação.
  • Pessoas que conseguem “se perder” em filmes e num por do sol, se permitem passar pela hipnose mais facilmente.
  • Crianças que usam muito a imaginação, tendem a ser adultos que conseguem passar pela hipnose mais facilmente.
  • A chave para qualquer pessoa conseguir aproveitar da hipnose, é ter a atitude mental correta de gostar das sugestões e saber que funcionarão.
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